Kuch Kuch Hota Hai: filme voltará a Edimburgo em 2028
O clássico de Karan Johar será exibido no Festival Internacional de Cinema de Edimburgo em 2028, em uma celebração de três décadas do longa.

Kuch Kuch Hota Hai voltará ao Festival Internacional de Cinema de Edimburgo em 2028 para celebrar seus 30 anos, com presença prevista do diretor Karan Johar. A sessão reforça como um filme pode manter relevância cultural por décadas e ainda criar conexões entre entretenimento, territórios e audiência global.
Resumo rápido:
- O longa dirigido por Karan Johar será homenageado no Festival de Edimburgo em 2028.
- A exibição marcará 30 anos do filme estrelado por Shah Rukh Khan, Kajol, Rani Mukerji e Salman Khan.
- Parte importante das filmagens ocorreu na Escócia, o que associou as paisagens locais ao imaginário do cinema indiano popular.
- Para marcas, o caso mostra a força de narrativas duradouras, repertório afetivo e uso estratégico de locações.
Kuch Kuch Hota Hai retorna a Edimburgo
Lançado em 1998, o filme foi a estreia de Karan Johar na direção e se tornou uma referência do cinema popular indiano. Em 2028, a produção ganhará uma sessão comemorativa no Festival Internacional de Cinema de Edimburgo, que chega à sua 81ª edição naquele ano. Outros convidados também devem participar, mas a programação completa e as datas do festival ainda não foram anunciadas.
O convite foi feito a Johar durante uma reunião em Mumbai com o primeiro-ministro da Escócia, John Swinney, e David Smith, diretor executivo interino da Screen Scotland. Além da homenagem, o encontro abordou possíveis relações futuras entre a indústria audiovisual escocesa e os setores de cinema e televisão da Índia, incluindo produção, coprodução, formação de talentos e intercâmbio cultural.
A iniciativa não trata apenas de recordar um título famoso. Ela reativa uma ligação construída entre obra, elenco, diretor, público e local de gravação. É esse conjunto que transforma uma sessão especial em notícia internacional e em oportunidade de posicionamento para um festival e para um destino turístico.
Por que a Escócia é parte da história do filme
O enredo acompanha Rahul, personagem de Shah Rukh Khan, que fica viúvo e é conduzido pela filha a se reaproximar de Anjali, antiga amiga de faculdade interpretada por Kajol. Rani Mukerji vive Tina, enquanto Salman Khan interpreta o noivo de Anjali.
Mas o peso cultural da obra vai além da trama romântica. A produção utilizou cenários escoceses como o Castelo de Eilean Donan, Glen Coe, o Castelo de Tantallon e o Priorado de Inchmahome. Segundo a reportagem, nenhuma grande produção indiana anterior tinha filmado de forma tão ampla na Escócia.
As paisagens, portanto, não ficaram restritas ao papel de pano de fundo. Elas se integraram à identidade visual da narrativa e ajudaram a aproximar o país de uma audiência que acompanha o cinema de Bollywood. Quando uma locação é mostrada com função emocional, estética e recorrência, ela deixa de ser cenário e passa a compor a memória do público.
Esse efeito interessa a film commissions, secretarias de turismo, produtoras e marcas que desejam associar seus territórios a histórias capazes de circular além das fronteiras locais. A escolha do lugar precisa servir ao roteiro e à linguagem visual; só então a exposição tende a ter valor cultural de longo prazo.
O valor de celebrar obras que atravessam gerações
A programação de aniversário em Edimburgo confirma que clássicos populares podem voltar ao centro da conversa sem depender de uma continuação, relançamento comercial ou tendência passageira. O que sustenta o interesse é a combinação entre reconhecimento do público, personagens marcantes, música, cenários e uma história que continua sendo redescoberta.
Para o Festival Internacional de Cinema de Edimburgo, a sessão também funciona como estratégia editorial. Ao associar sua programação a uma obra querida por comunidades na Escócia e fora dela, o evento amplia a possibilidade de diálogo com públicos que talvez não acompanhem o festival regularmente. É uma decisão de curadoria, mas também de comunicação.
Segundo a Variety, o Festival de Edimburgo celebrará sua 80ª edição entre 12 e 18 de agosto de 2027, antes da homenagem prevista para o ano seguinte. O evento foi retomado em 2024 sob a liderança de Paul Ridd e da produtora do festival Emma Boa, com apoio da Screen Scotland.
No Brasil, onde produções indianas têm nichos fiéis e circulam com força pelas plataformas, esse tipo de celebração tende a encontrar espaço em mostras temáticas, sessões especiais, clubes de cinema e conteúdos de redes sociais. A oportunidade não está em reproduzir a escala de um festival europeu, mas em entender por que certas obras continuam mobilizando comunidade.
O que isso muda para o seu marketing
O caso oferece uma lição clara: campanhas memoráveis não terminam quando a veiculação acaba. Uma boa narrativa pode gerar novas conversas anos depois se ela tiver símbolos visuais consistentes, emoção reconhecível e uma relação legítima com seu contexto. Empresas, agências e criadores brasileiros podem aplicar essa lógica sem tentar transformar toda publicação em “nostalgia”.
O que testar
- Mapeie conteúdos, campanhas, produtos ou eventos da sua marca que têm maior lembrança do público e atualize-os com um novo recorte: bastidores, evolução, depoimentos ou impacto na comunidade.
- Use lugares reais como parte da história da marca. Uma cidade, loja, fábrica ou evento pode fortalecer a identidade visual de um vídeo quando tiver função narrativa, e não apenas aparecer como decoração.
- Planeje séries de conteúdo com potencial de continuidade. Personagens, quadros, códigos visuais e frases de campanha funcionam melhor quando são desenvolvidos com consistência.
- Transforme datas relevantes em experiências editoriais: retrospectivas, reedições, entrevistas e ativações presenciais podem dar novo significado ao acervo já produzido.
O que copiar
Copie a intenção de criar associação entre história e território, não cenas ou referências do filme. A força da homenagem está na autenticidade: a Escócia participou da construção visual da obra e agora pode reativar essa conexão. Para uma marca brasileira, o paralelo pode ser uma campanha que valoriza a origem do negócio, uma comunidade atendida ou um ambiente que faz parte de sua operação.
Também vale observar a construção de repertório visual. Vídeos bem produzidos, fotografia coerente e direção de arte alinhada tornam o conteúdo mais reconhecível com o tempo. Para ver como essas escolhas podem ganhar forma em projetos de comunicação, conheça o portfólio da Ampside.
O que evitar
- Não use nostalgia como efeito vazio. Se não houver uma memória real ou um vínculo com a audiência, a campanha parece oportunista.
- Não escolha locações apenas porque são bonitas. O espaço precisa reforçar a mensagem, o público e a proposta criativa.
- Não trate aniversário de marca como uma sequência de logotipos antigos. Priorize histórias, pessoas, aprendizados e provas concretas de trajetória.
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Uma obra que permanece relevante por 30 anos mostra o valor de uma identidade criativa bem construída. Marcas também podem desenvolver ativos que o público reconhece e acompanha ao longo do tempo, com campanhas, vídeos, design e conteúdos que tenham unidade visual e clareza de mensagem.
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Perguntas frequentes
Quando será a homenagem ao filme em Edimburgo?
A exibição está prevista para a edição de 2028 do Festival Internacional de Cinema de Edimburgo. As datas do evento ainda não foram divulgadas.
Karan Johar estará presente na sessão?
Sim. O diretor aceitou o convite para participar da celebração, de acordo com a informação divulgada pela Variety.
Por que a Escócia tem relação com a produção?
O longa filmou cenas em diversas locações escocesas, que se tornaram parte importante de sua estética e ajudaram a aproximar o país do público do cinema indiano.
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