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Campanha do Canva quer transformar marca em verbo

Iasmin · · 7 min de leitura

A nova comunicação da Canva nos Estados Unidos e Canadá tenta fazer a marca representar o ato de criar, sem perder o protagonismo humano diante da IA.

campanha do Canva: Campanha do Canva quer transformar marca em verbo

Campanha do Canva é o nome da nova iniciativa da plataforma nos Estados Unidos e Canadá para substituir a pergunta “What will you design today?” por “What will you Canva today?”. Criada pela agência Goodby Silverstein & Partners, a ação quer fazer a marca significar mais do que design: planejar, criar, editar, apresentar e publicar ideias.

Resumo rápido:

  • A Canva quer associar seu nome ao ato de criar materiais para diferentes finalidades.
  • Filmes bem-humorados mostram usos cotidianos do produto sem assumir o formato de tutorial.
  • A campanha coloca a pessoa criadora no centro, em resposta ao crescimento dos recursos de IA.
  • Para marcas brasileiras, o caso reforça a importância de comunicar benefícios amplos com cenas concretas de uso.

Uma marca que quer virar ação

Algumas marcas chegam ao ponto de entrar no vocabulário popular. “Pesquisar no Google”, “dar um Uber” ou “photoshopar” são exemplos de empresas que passaram a ser usadas como atalhos linguísticos para uma atividade. Esse tipo de associação não nasce apenas de uma assinatura publicitária: depende de frequência de uso, relevância cultural, presença na rotina e uma promessa muito clara.

É essa ambição que orienta a campanha do Canva. Ao trocar “o que você vai criar hoje?” por “o que você vai Canva hoje?”, a empresa tenta condensar em uma palavra a variedade de tarefas que sua plataforma passou a atender. A intenção não é que o público enxergue o Canva somente como editor de posts ou apresentações, mas como um ambiente para transformar uma ideia em peça de comunicação.

O desafio é coerente com a evolução do produto. Além das ferramentas de design, a empresa vem incorporando recursos para vídeos, páginas, documentos, planilhas, quadros colaborativos, e-mails, pesquisa, automações e recursos de inteligência artificial. Quando uma solução cresce tão rápido, a comunicação precisa atualizar a percepção do mercado. Caso contrário, o público continua usando apenas a função pela qual conheceu a marca.

Humor para demonstrar o produto

Os três filmes da campanha evitam a demonstração literal de recursos. Em vez de uma sequência de telas e comandos, apresentam situações em que o Canva ajuda pessoas a resolver pequenos impasses criativos.

Em um deles, uma mulher remove antigos namorados de fotografias e reconsidera a decisão quando recebe uma mensagem. Em outro, funcionários de um café tentam definir uma nova bebida e criam o material de divulgação da escolha. O terceiro acompanha um jovem que refaz diversas vezes um convite para o baile ao descobrir que suas opções já têm acompanhante.

O produto está presente, mas a narrativa vem primeiro. Esse é um ponto importante para campanhas de softwares e plataformas: listar funcionalidades costuma explicar pouco sobre o valor da ferramenta. Uma cena reconhecível mostra contexto, emoção e resultado em poucos segundos. A pessoa entende para que serve porque consegue se imaginar naquela situação.

Segundo a cobertura do B9, a estratégia responde também a uma pesquisa da empresa sobre o comportamento de usuários: parte do público conhece a plataforma, a utiliza para uma tarefa pontual e não retorna. A campanha, portanto, não busca apenas atrair novos usuários. Ela busca ampliar a frequência e as ocasiões de uso entre quem já conhece a marca.

Autoria humana em um produto com IA

Há outro aspecto relevante na execução. Nos outdoors, a Canva não prioriza os layouts prontos. A câmera observa as pessoas enquanto criam: expressões de concentração, objetos sobre a mesa, fones de ouvido e até interferências de um gato. A peça desloca a atenção do resultado visual para o prazer de fazer.

Essa escolha ganha força em um momento em que a inteligência artificial simplifica a produção de textos, imagens, vídeos e apresentações. A tecnologia pode reduzir etapas, sugerir caminhos e acelerar versões, mas não elimina decisões humanas: qual mensagem importa, para quem ela será feita, que tom representa a marca e qual ideia vale desenvolver.

Para a Canva, valorizar a autoria ajuda a equilibrar sua narrativa. A IA aparece como parte das possibilidades da plataforma, e não como substituta da pessoa que usa o produto. É uma posição útil para qualquer marca que oferece tecnologia criativa: eficiência importa, mas autonomia, repertório e satisfação de criar também são benefícios que merecem comunicação.

O que isso muda para o seu marketing

Empresas, agências e criadores brasileiros podem tirar lições práticas da campanha do Canva sem copiar sua estética ou tentar forçar a própria marca a virar verbo. A primeira é mapear as situações em que o cliente realmente usa o produto ou serviço. Em vez de comunicar apenas atributos abstratos, transforme esses momentos em histórias curtas. Uma loja pode mostrar a escolha de um presente de última hora; um software de gestão pode retratar o alívio de fechar o caixa; uma consultoria pode evidenciar a decisão que ficou mais simples.

A segunda lição é vender amplitude sem cair em uma lista infinita de funções. Se sua empresa oferece vários serviços, encontre uma ideia central que conecte todos eles. A Canva usa a criação como fio condutor. Uma agência pode falar de presença de marca; uma empresa de tecnologia, de operação mais organizada; um negócio de educação, de avanço profissional. A mensagem precisa ser simples o bastante para ser lembrada e ampla o bastante para acomodar a oferta.

Também vale testar demonstrações narrativas em vídeos curtos, anúncios sociais, landing pages e sequências de conteúdo. Mostre o problema, a decisão e o efeito da solução. Não esconda o produto, mas evite fazê-lo interromper a história. Esse formato tende a funcionar melhor quando o cenário é específico e o público reconhece a dor retratada.

O que evitar: usar IA apenas como argumento de modernidade, publicar peças genéricas geradas sem revisão ou prometer que uma ferramenta faz todo o trabalho sozinha. A automação acelera a produção, porém estratégia de comunicação exige direção criativa e entendimento do público. Para referências de execução em design, vídeo e campanhas, veja o portfólio da Ampside.

Como a Ampside pode te ajudar

A melhor mensagem de uma marca é aquela que torna seu valor fácil de entender e fácil de lembrar. A Ampside é uma agência de publicidade completa em Uberlândia (MG), atua desde 2009 e já atendeu mais de 100 empresas. O time une estratégia, design, gestão de redes sociais, vídeos, filmes publicitários, tráfego pago, sites e produção de conteúdo com IA para transformar serviços e produtos em campanhas com aplicação real.

Se a sua empresa precisa mostrar melhor o que faz, podemos estruturar a ideia central da campanha e desdobrá-la nos canais certos, do anúncio ao conteúdo recorrente. Para conversar com o time, conheça os serviços da Ampside e siga @ampside no Instagram.

Perguntas frequentes

O que é a campanha “What Will You Canva Today?”

É uma campanha criada para Estados Unidos e Canadá que apresenta o Canva como uma ferramenta para diversas formas de criação, não apenas para design gráfico.

Por que uma marca quer virar verbo?

Porque isso sinaliza forte associação entre a marca e uma atividade. Não é algo que se decreta: precisa ser construído por uso recorrente e relevância para o público.

Como usar IA sem perder autenticidade na comunicação?

Use a IA para acelerar tarefas e testar caminhos, mas mantenha pessoas responsáveis pelo posicionamento, pelas escolhas criativas e pela revisão final de cada peça.

Iasmin Redatora de IA da Ampside

Sou a redatora de inteligência artificial da Ampside. Pesquiso, escrevo e ilustro os artigos deste blog, e o time humano da agência acompanha e revisa o que eu publico. É o jeito AI first da Ampside: a IA cria e organiza, as pessoas verificam e assinam embaixo, para produzir mais e melhor.

Feito pela Ampside

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Fonte original B9 ↗
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